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Maria é a grande atração da Paixão de Cristo

Não resisti aos apelos publicitários e a curiosidade me levou a ver a "Paixão de Cristo", nesta sexta feira santa. O dia já sugeria esse programa, daí a me submeter à duas horas de tortura e desconforto foi só um passo.

Não deixa de ser um filme interessante, mas realmente, tudo o que já foi dito a respeito da obra, dirigida por Mel Gibson, é pouco diante da carnificina explícita mostrada na tela. Fiquei procurando um sentido para tanto sangue e sofrimento. Não encontrei.

Procurei também entender que mensagem Gibson quis passar ao público com tamanha violência. Também não cheguei a conclusão alguma a não ser a mais óbvia: de que realmente ele não é muito simpático ao povo Judeu. O que me faz pensar como Gibson é ingrato. O que seria dele se não fossem os Judeus que dirigem os grandes estúdios de Hollywood, inclusive a Fox, que distribui o filme mundo a fora?

Jim Caviesel, o Cristo do filme, consegue mostrar todo o sofrimento ao qual o filho de Deus foi submetido em suas últimas horas de vida. Mas pra mim, a grande estrela do filme é Maia Morgenstern, a atriz que interpreta Maria.

Ao longo do filme Maia fala muito pouco. Sua interpretação se restringe às expressões de sofrimento, demonstradas enquanto Jesus é brutalmente espancado, crucificado e, por fim, assassinado.  A cena em que ela beija os pés de seu filho crucificado é comovente. De resto, nada a acrescentar ao que já foi dito e escrito. Judeus sedentos pelo sangue do messias, Pilatus impotente diante de uma multidão que pede a morte de Jesus e um Herodes, que é a cara da mais nova celebridade brasileira, a Cida do Big Brother.

 

Mas Maia é, sem dúvida, a grande estrela desse filme, que tem outra grande atração: a trilha sonora. Gente que música é aquela? Envolvente, eloqüente, maravilhosa... para dizer o mínimo. A direção de arte também é primorosa. A fotografia luxuosa, mas o filme peca pela forma preconceituosa como o "julgamento" e "condenação" de Jesus Cristo são mostrados. Gibson mostra um Caifás mosntruoso, que não quer nada além de ver Jesus morto e, com isso, consegue instigar toda uma população, que dias antes o recebia em Jerusalém aclamado por ramos de oliveira, era o domingo de ramos.

Ao final fiquei com uma sensação esquisita, triste até... tentei enxergar em quais passagens bíblicas acontecem algumas das sequências mais marcantes do filme, como aquela em que os romanos, após crucificar Jesus, o colocam de bruços para virar, a marteladas, as pontas dos pregos que que lhe prendiam as mãos e os pés... brutal!

Definitivamente, esse assunto está encerrado por aqui. Fui ver o filme pra tentar entender o porque de tanta crueldade. A seção terminou e não consegui encontrar sentido algum naquilo, a não ser o de ganhar dinheiro nas bilheterias ... é, realmente o sangue de Jesus tem poder!



 Escrito por Nivaldo às 18h23 [ ] [ envie esta mensagem ]



Tempo Para Renascer

Felíz Páscoa!!!

Os ovos da fotografia que ilustra este post, não só representam o renascimento de Cristo e a vida, mas também uma tradição artesanal romena. É que lá, durante a Páscoa, ao invés dos caríssimos e deliciosos ovos de chocolates a tradição manda distribuir ovos de verdade, de preferência assím, artesanalmente pintados com motivos religiosos.

Essas pequenas obras-primas simbolizam um período de fé e, como sempre, esperança de que dias melhores virão... então, mais uma vez, Felíz Páscoa para todos e vamos esperar que a paz e o amor florescam no coração da humanidade, que vive dias tão turbulentos com ataques terroristas, guerras, falta de amor ao próximo, desrespeito às minorias, fome, desemprego e tantas outras mazelas, que não ceberiam nesse post.



 Escrito por Nivaldo às 17h45 [ ] [ envie esta mensagem ]



Era só o que faltava...

Já ví muita esquisitisse na minha vida, mas igual a essa aí ao lado... hum, sei não... chega causar enjôo só de olhar. Esse "coraçãozinho" no olho aí da foto é a nova moda que chega da Holanda (sempre a Holanda!). O  nome técnico da brincadeira é "jewel eye", ou jóia ocular (numa tradução livre), mas na prática é uma espécie de piercing.

O mimo é feito de platina e é colocado sob a esclera ocular, e, segundo os inventores, não prejudica a visão. O piercing de olho é feito de platina e o formato fica ao gosto do freguês. Uma das primeiras a aderir a moda é a modelo holandesa Jannemieck Sonneveld, de 27 anos. Bom, com essa idade já deve estar no fim de carreira, mas up to date com o mundo das bizarrices que a Holanda exporta para o resto do planeta.

O conceito, digamos, fashion dessa novidade veio da cidade de Drienbergen, pertinho de Amsterdam, berço das mais avançadas tendências no quesito sex and drugs e agora, "body multilation".

Será que essa moda vai pegar? Uma coisa é verdade, é mais interessante do que piercings em órgãos genitais. Ninguém aínda só não informou, se a operação para colocar a jóia no olho é indolor. 



 Escrito por Nivaldo às 19h41 [ ] [ envie esta mensagem ]



Margie Simpson é a mãe ideal

Marge Simpson: Principal modelo de mãe

Quem diria... Marge Simpson foi escolhida pelos britânicos, através de uma pesquisa, como o principal modelo de mãe no Reino Unido. Diante de uma informação dessas chego a pensar que os ingleses não devem ter muito o que fazer nem com o que se preocupar. Onde já se viu, escolher uma personagem de desenho animado para personificar o modelo da figura materna.

Marge pode até ser perfeita para os ingleses. No desenho ela é simpática, cuida bem dos filhos e está sempre preocupada com as enrrascadas de Bart e seu marido Holmer. Aliás se Marge tem um defeito, este foi ter escolhido Holmer como companheiro.

Mas voltando à pesquisa; Marge Simpson superou um grande leque de mães famosas daquele país, entre elas Cherie Blair, mullher de Tony Blair; A apresentadora de TV Lorraine Kelley, uma espécie de Ana Maria Braga local e Victoria Beckham, ex-Spice Girl e mulher do astro do futebol David Beckham. Um quarto dos entrevistados apontaram Margie como a mãe perfeita. Só pode ser gozação!

A ONG Mother's Union, que se dedica a promover o casamento e a vida em família é a responsável pela pesquisa. O diretor executivo da organização, Reg Bailey, disse que não ficou surpreso com o resultado. Para ele, as outras pessoas mencionadas, parecem viver uma vida muito diferente daquela das pessoas comuns.

Então tá... até parece que Marge Simpson é uma pessoa comum. Se ela fosse real, seria, para dizer no mínimo, sui-gêneris. Marge tem uma vasta cabeleira azul, que mais parece um tubo (pra falar a verdade eu acho um charme). É casada com uma criatura burra, estúpida, atrapalhada e igênua. Não trabalha e tem três filhos. E é exatamente aí que estão os problemas: os filhos e o marido. Bart é um diabinho descontrolado, que não tem a menor noção de civilidade e boas maneiras. Não respeita ninguém, inclusive seus pais. É um péssimo exemplo para qualquer criança. Lisa é um gênio. toca saxofone com o virtuosismo de um Winton Marsallis. Na escola é CDF. Ah, e é politicamente corretíssima; Não come produtos transgênicos, respeita os mais velhos, é vegetariana e defende a ecologia com unhas e dentes, mas tem um pai que trabalha na usina atômica de Springfield... ninguém merece! E tem aínda a Maggie. Dessa não se pode dizer muita coisa, exceto que, vez por outra, é esquecida num supermercado ou parque de diversões... também com pais assím, não poderia ser diferente.

Marge e sua família

Agora a pergunta que não quer calar; Como pode um desenho tão politicamente incorreto como os Simpsons, inspirar os tão politicamente corretos britânicos a escolher Margie como modelo ideal de mãe? Talvez porque ela só esteja preocupada em fazer o melhor para sua família, como fazem todas as mães da vida real. Ou então esse resultado é mais um exemplo do humor ácido e sarcástico que caracteriza os súditos da Rainha Elisabeth II.

É, só pode ser brincadeira. 



 Escrito por Nivaldo às 19h38 [ ] [ envie esta mensagem ]



Guia Para Marte

Por do sol em Marte: Foto da Nasa

Já imaginou uma viagem à Marte? Quem aínda não pensou em fazer uma jornada interplanetária? Isso aínda é impossível, claro. O Máximo que o homem conseguiu foi ir até a lua e parou por aí. As sondas enviadas à Marte pela agência espacial européia - ESA e também pela Nasa não páram de enviar imagens do planeta vermelho. Já vimos como é o solo de Marte, como são as pedras, também já sabemos que existe uma grande concentração de ferro e agora descobrirarm a emissão de gás metano, que, segundo os cientistas, se deve à atividades vulcânicas. Essa teoria põe por "terra" a esperança de que haveria vida por lá. Mesmo que microscópica, nada de homenzinhos verdes... 

Resolvi tocar nesse assunto, porque lí, que um cientista francês, Pierre Lagrange, acabou de lançar um guia turístico para futuros viajantes com destino a Marte. Pensa que é brincadeira? Pois não é! O tal guia se chama Sur Mars, e pode ser comprado pela internet por 25 euros, quase 90 reais. Alguém aí se habilita?

Mas, por quê alguém compraria um guia desses? Acho que para descobrir que em Marte, o turista poderia fazer um passeio de balão sobre o Valle Marineris, um cânion que, acredite, tem a largura dos Estados Unidos. Ou para ficar sabendo que a primeira parada sugerida por Sur Mars é no Monte Olimpo, o maior vulcão do sistema solar, com estratosféricos 25 quilômetros de altura e cuja cratera mede cerca de 600 quilômetros.

Valle Marineris: Grand Canyon marciano

O guia de Lagrange, como qualquer outro que se preze, faz uma abordagem histórica do local, fala de suas lendas e, claro, destaca os principais pontos turísticos a serem visitados. Isso me faz imaginar, como seria a chegada de uma excursão de terráqueos em solo marciano.

O desembarque seria numa espécie de "espaçoporto". Em seguida o turista espacial enfrentaria uma fila na imigração, onde apresentaria o "espaçoporte". No saguão, guias altamente treinados e simpáticos, fariam o receptivo. Dalí, o grupo seguiria para um hotel ou resort, à escolha do freguês, onde seria recebido com drinks de boas-vindas e colares de pedras genuinamente marcianas. Um luxo, não?

Mas por enquanto, isso só mesmo na imaginação e ficção. De qualquer forma, fica aquí a dica do guia, para quem curte viagem (astrais ou não) e a pergunta que não quer calar: Pra que serve mesmo um guia turístico de Marte, heim? "Houston, we have a problem"!

Ah, se você gostou das fotos que ilustram esse post, tem mais aqui!



 Escrito por Nivaldo às 19h36 [ ] [ envie esta mensagem ]



Festa Boa!!!

O belo flyer aí em cima é da festa que Gualberto Júnior está produzindo para bombar a cena eletrônica de Teresina, que não pára de ferver.

Gostaria de poder participar dessa farra, mas, infelizmente não vai dá. De qualquer forma não poderia deixar de comentar a nova empreeitada do nosso amigo por aqui.

A Electrokardiograma vai rolar no próximo dia 17, em um galpão no centro de Teresina, alí pertinho do Mercado Central. Entre os DJ's escalados para a festa, Arlequim, que há alguns anos agita a cena eletrônica aqui de Fortaleza. Ele faz parte de um grupo de DJ's locais conhecido por Undergroove, formado há cerca de quatro anos para ajudar a bombar as raves da cidade. Alerquim é um dos destaques do grupo e onde toca, arrasta um grande número de "party goers". Sem dúvida vale a pena conferir o som do cara como também a Elektrocardiograma, que certamente veio pra ficar.

Força na ferveção Gual e vamos botar esse povo pra dançar!



 Escrito por Nivaldo às 19h34 [ ] [ envie esta mensagem ]



E A Polêmica Continua...

Cena de "A Paixão de Cristo": violência e anti-semitismo

Eu não queria voltar a esse assunto, mas a proximidade da Semana Santa e alguns artigos sobre o filme, publicados durante o fim de semana, trouxeram "A Paixão" de volta ao COL. Devo dizer que aínda não ví o filme. Quem sabe nesse feriadão eu assista, aí vou poder formar minha própria opinião. Mas tanto já foi dito e discutido sobre "A Paixão", que é como se já tivesse assistido às doze últimas horas de sofrimento extremo de Jesus Cristo em algum Multiplex da vizinhança.

Nesse fim de semana a obra de Gibson chegou à França. E lá, como em muitos outros lugares, não foi diferente. Polêmica, discussões e editoriais inflamadíssimos nos principais jornais, acusando o diretor-ator de ser anti-semita, católico ultra-conservador, etc... O jornal Le Monde, por exemplo, destilou sua fúria contra Mel Gibson em um editorial que publico logo a baixo.

"A Paixão de Cristo", filme de Mel Gibson, só serve para atiçar os fundamentalismos

Editorial

"A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, que estréia na França após o seu triunfo americano, é uma dupla regressão. Primeiro, no plano estético: embora ninguém possa ignorar a violência do suplício da crucifixão na época romana, nenhum profissional do cinema até então havia abordado a morte de Jesus com uma tal prevenção em favor da morbidez e da bestialidade.

Em segundo lugar, trata-se de uma regressão no plano teológico: se a violência de "A Paixão" está encharcada tanto da violência que existia no tempo de Jesus quanto da violência do mundo moderno, este culto hipertrofiado da dor é anticristão. Não há nada nos textos da tradição cristã que permita afirmar que a redenção do mundo tivesse sido medida em função dos sofrimentos suportados, ou que leve a acreditar que, ao perdoar aos seus carrascos, o Cristo tivesse se tornado cúmplice de um tal sadismo escancarado.

A regressão mais grave do filme de Mel Gibson está no seu anti-semitismo insidioso. Se houver uma vítima, existem forçosamente os seus carrascos. Nada diz no texto original da "Paixão" que o povo judeu foi coletivamente responsável pela morte de Jesus. Mas Gibson não nos poupa nem dos textos, nem dos estereótipos que, ao longo dos séculos, foram utilizados pela propaganda antijudia.

A maldição vinculada aos judeus desde o Evangelho de Mateus ("Que o seu sangue recaia sobre nós e sobre os nossos filhos!") foi mantida, apesar das críticas das organizações judias americanas. Pôncio Pilatos, o prefeito romano da Judéia, que toda a historiografia pinta como um personagem de uma crueldade repugnante, passa aqui por um gentil humanista.

Os torturadores são os ocupantes romanos, mas os que dão as ordens são os grandes sacerdotes judeus, presentes em todas as etapas do processo de Jesus e até ao pé da cruz. Quem poderá sustentar que tal filme não reforça os piores clichês sobre os judeus cúpidos, intolerantes, manipuladores, conspiradores, sedentos por sangue, o que é um cúmulo para todo judeu respeitoso da lei?

Este coquetel de culto da dor cristão e de antijudaísmo é explosivo. Ele alimentou todas as representações da Paixão na Idade Média que acabavam sempre em motins antijudeus, até aquelas que, na Bavária, faziam correr as multidões nazistas.

No momento em que o extremismo religioso está vencendo em todo lugar, no momento em que a confusão entre sagrado e violência se instala em todas as mentes, este filme pode ter efeitos devastadores, seja nas periferias onde tudo pode ser pretexto para o ódio aos judeus, seja nos países árabes (nos quais os meios de comunicação divulgaram que Iasser Arafat teria assistido ao filme de Gibson e aprovado) seja nas relações entre judaísmo e cristianismo. Com base em arrependimentos e em revisões dos textos, estas relações haviam melhorado desde o concílio Vaticano 2 (1965). Quem ainda acredita que este progresso seja uma conquista irreversível?

Como se surpreender com o fato de que os que apóiam Gibson estejam nas fileiras dos católicos tradicionalistas, os quais não têm a menor dúvida quanto à culpabilidade dos judeus na morte de Jesus? Ou ainda em meio aos protestantes evangélicos, incapazes de se desvincular de uma leitura literal das Escrituras?

Este filme alimenta as piores tendências fundamentalistas do mundo moderno.

(A tradução do texto a cima foi feita pelo jornalista Jean-Yves de Neufeville, da Folha de São Paulo)

Se quiser conferir o site do Le Monde basta clicar aqui

Nesse final de semana, a "oibra-prima" de Mel Gibson também chegou ao Oriente Médio. Agora a coisa vai pegar fogo. A produçao estreeou na Siria, Jordânia e no Líbano. Em Israel o filme vai demorar um pouco a chegar. A Saphira Films, empresa que detém os direitos de distribuição do filme por lá, informou que "este não é o momento apropriado para exibi-lo" conforme noticiou ontem o site brasileiro da BBC.
Segundo a agência BBC, um jornalista Israelense escreveu no Jerusalem Post: "Dado o estrago que ele fez para as relações judáico-cristãs, não queria ser Mel Gibson no dia do juízo final".

Para visitar a BBC Brasil, é só dá um click aqui



 Escrito por Nivaldo às 19h32 [ ] [ envie esta mensagem ]



Casa Nova

Desculpa aí pessoal, mas tive que mudar de endereço mais uma vez. Sou uma espécie de nômade da Internet. Mas é que o antigo servidor onde eu hospedava o COL, fica nos Estados Unidos e vive saindo do ar. Além do mais, a velocidade de conexão com o tblog é meio lenta. Então mudei pra cá.

Novo visual, novo endereço... mas a idéia é a mesma. Espero, agora, me aquietar e permanecer por aqui. Esse negócio de mudança é meio complicado. Quando agente tá se acostumando com uma casa e muda pra outra, leva um tempinho pra se adaptar. Tomara que a adaptação aqui seja rápida. A página ficou até mais bonitinha. Tem as mesmas facilidades que a outra. Mural aí do lado pra voces escreverem o que der na telha e links em português para postar comentários logo abaixo de cada texto.

Espero que gostem e estejam sempre por aquí. Vou tentar manter esse blog o mais atualizado possível. Os posts passados vão ficar no antigo endereço por alguns dias até eu desativar a conta do tblog. Valeu pessoal, espero que tenham entendido o propósito dessa mudança. 



 Escrito por Nivaldo às 19h30 [ ] [ envie esta mensagem ]



Hoje, navegando pela internet, descobri um site que me chamou muito a atenção. É uma página que faz o relato das viagens de moto da jovem ucrâniana de 25 anos, Elena. Até parece um diário de bordo comum, não fosse o destino preferido da motociclista; Pripyat a cidade fantasma russa devastada pelo maior acidente nuclear da história, a explosão da usina nuclear de Chernobyl em Abril de 1986. Elena inicia seu relato assím: "Essa é uma história sobre uma cidade onde se pode trafegar sem parar em semáforos, sem polícia e sem nenhum perigo de se esbarrar em qualquer  ser vivo".

Elena e sua moto: viagem insólita

Entrei no site e naveguei por suas páginas e, devo confessar, é uma experiência, no mínimo, pertubadora.
Pra quem não lembra, Pripyat foi varrida do mapa depois que o reator nuclear de Chernobyl, explodiu. A radiação, deixada pela explosão, ainda paira no ar e no solo da região, e na época, se espalhou por milhares de quilômetros através da Europa Oriental.

O reator de Chernobyl

Hoje Pripyat é uma cidade abandonada. Antes do acidente, mais de 40 mil pessoas viviam alí. A maioria morreu poucos dias após a explosão, por terem sido expostas a altos níveis de radiação. Menos de uma semana depois do acidente, toda a população foi evacuada, mas era tarde de mais...

Vista de Pripyat: silêncio assutador

Elena, a bordo de sua Kawasaki Ninja, nos leva a um passeio fantasmagórico.
Em suas andanças pelos arredores de Chernobyl, é possível encontrar um dos poucos moradores que aínda vivem num vilarejo próximo.
Trata-se de um homem velho. Um dos 3.500 moradores que se recusaram a sair da área de perigo após a explosão.

Sobrevivente solitário

Em seu relato, Elena afirma adimirar essas pessoas, porque cada uma delas é um filósofo à sua maneira. Segundo conta, quando perguntados se temem por viverem alí, dizem que preferem morrer em cosequência da radiação em suas terras, a morrer de saudade de casa num local estranho. Eles se alimentam de seus quintais. Bebem o leite de suas vacas. E se dizem saudáveis. Mas o velho é apenas um dos 400 sobreviventes da tragédia, que ainda habitam a região.

Rua deserta em Pripyat: abandono e ruínas depois da tragédia

A região de Chernobyl hoje é um deserto, onde, segundo Elena, o silêncio é ensurdecedor.
Na chegada à cidade fantasma, um posto de controle. É preciso autorização especial para entrar alí.
Elena tem essa autorização, graças a seu pai, um físico nuclear, que trabalhou em Chernobyl na época da explosão e que aínda vive em Kiev, na Ucrânia.


Posto de controle: é preciso autorização para entrar

Ao passar pelo "check point" a escultura de um ovo, trazida da Alemanha, parece mostrar que a vida resurge através da dura casca do desconhecido. Elena diz que esse simbolismo só vai poder ser compreendido daqui a uns 600 anos, época em que o local, talvez, já esteja livre da radiação.


Ovo: o símbolo da ressureição na entrada da zona morta

Desse ponto em diante, a jornada entra, gradualmente, num sombrío deserto de cidades, vilarejos e fazendas... todas abandonadas.
Quatro quilômetros depois do posto de controle, surgem os portões da cidade fantasma de Pripyat, a mais próxima da usina, que foi fundada em 1970 a quatro quilômetros ao norte, do reator que explodiu 16 anos depois. Eram 48 mil moradores na época do acidente. 18 anos atrás era uma cidade moderna, verde e calma. Um bom local para se viver na então União Soviética.


Portão de entrada da cidade fantasma

Hoje, o que restou da cidade, parece atrair a atenção de pessoas no mundo todo, inclusive a minha. Algumas companhias de turismo já chegaram a organizar "pacotes" para o destino mais abandonado do planeta. Mas, segundo consta, os primeiros grupos de turistas que conseguiram ir até lá ficaram pertubados com o silêncio assustador da chamada "dead zone". Eles pagaram quase 2 mil dólares por uma excursão de duas horas e pelo risco de contaminação pela radiação, mas, após 15 minutos queriam correr para o mundo lá fora. Em seu site Elena diz: "o silêncio aqui nos deixa surdos".
Pra quem quiser conferir mais detalhes dessa "viagem insólita" basta clicar aqui.

Ah, e pra terminar, devo dizer que as fotos que ilustram esse post são do site da viajante e que lá, o texto é todo em inglês. Por isso força na "translation".


Para acessar posts anteriores clique aqui!




 Escrito por Nivaldo às 19h28 [ ] [ envie esta mensagem ]