| |
Pelé, Xuxa e Paulo Coelho conduzindo a Tocha Olímpica... Era só o que faltava!
Gente, essa é pra morrer de rir... pela primeira vez a "Tocha Olímpica" vem ao Brasil e estão transformando a passagem do símbolo sagrado das Olímpiadas por aqui num circo. Depois ficam perguntando porque o Comitê Olímpico Internacional nunca escolhe uma cidade brasileira para sediar os jogos. Ora, a simples passagem da "Tocha" é transformada num carnaval...
Me corrijam se eu estiver errado, mas a "Tocha Olímpica" não deve ser conduzida por atletas? Que o Pelé é um atleta, não resta a menor dúvida, apesar de nunca ter jogado na Seleção Olímpica de Futebol... mas foi atleta e é considerado o "Atleta do Século". Agora o que a Xuxa tem a ver com isso? O que vai fazer a "Rainha dos Baixinhos" com a "Tocha Olímpica" na mão? Alguém saberia me informar qual esporte ela pratica? Que ela foi uma exímia praticante de alpinismo social, isso todo mundo sabe. Mas, essa modalidade não faz parte de nenhuma competição olímpica. É também verdade que, praticando esse esporte, ela chegou ao topo... não de um pódio, mas do sucesso... e hoje é o que é. Mas isso qualifica alguém a conduzir a "Tocha Olímpica"?
E o que dizer então de Paulo Coelho? Será que esse senhor alguma vez na vida já praticou algum tipo de esporte? Soube que ele é fã de arco e flecha e fez uma demonstração no "Programa do Jô", no ano passado. Nos anos 70 foi companheiro de Raul seixas e "maluco beleza". Compôs até umas musicas que fizeram sucesso. Depois, com a morte do roqueiro baiano, amargou o ostracismo durante anos, até fazer sua primeira peregrinação pelo "Caminho de Santiago de Compostela"... ah, já sei... ele pratica marcha olímpica! Sim, porque pra encarar mais de 800 quilômetros de caminhada, só mesmo sendo um atleta... e ele fez a peregrinação várias vezes e hoje é o escritor brasileiro, vivo, que mais tem livros lançados no exterior... mas, estamos falando de Olímpiadas e, até onde eu sei, literatura e Jogos Olímpicos não tem muita coisa em comum... ou estarei enganado?
Na lista de brasileiros que conduzirão a "Tocha" estão 49 nomes. Por enquanto... porque a idéia é fechar a relação com 120 pessoas. Pelé encabeça o time de notáveis, divulgado quinta feira pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Para ele, vai ser a realização de um sonho. Ah, Tony Ramos também foi escalado para essa nobre missão. Fico então imaginando, qual o esporte ele pratica além da arte de representar? E para encerrar o revezamento, foi escalado o atacante Ronaldo... pelo menos alguém que pratica esporte com regularidade tinha que participar da farra, ao lado de patrocinadores e convidados especiais da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Quando essa "Tocha" chegar, esperem por passistas de escolas de samba acompanhadas por animados ritimistas. Esperem também por um time de celebridades de vários quilates, disputando um sorriso diante dos fotógrafos e cinegrafistas. Cada convidado, vai levar o "Fogo Olímpico" por 400 metros, passando pelos pontos mais conhecidos do Rio de Janeiro, a eterna cidade candidata a sediar uma Olimpíada... quem sabe depois dessa demonstração de "civismo" o COI - Comitê Olímpico Internacional- não escolhe o Rio para os jogos de 3024... É incrível, mas por aqui não se leva nada a sério.
A título de curiosidade: quando a "Tocha" entrar no estádio Olímpico de Atenas no dia 13 de agosto para a cerimônia de abertura dos jogos, terá percorrido 78 mil quilômetros e passado por 27 países. Mas tenho certeza, em nenhum deles terá sido recebida com tamanha demonstração de "civismo" e "respeito".
Só pra terminar: na lista do COB tem até atletas de verdade. Alguns que participarão dos jogos de agosto e outros que já tiveram a honra de defender o Brasil em olimpíadas passadas. Mas o Comitê também convidou alguns bravos sargentos do Corpo de Bombeiros do Rio. É, essa gente anda até na moda e como se trata de "fogo", nada mais justo.
Escrito por Nivaldo às 22h31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Kraftwerk de volta

Kraftwerk ao vivo: os verdadeiros pais da criança
Vem aí uma verdadeira aula de história da música eletrônica.
O Kraftwerk, pioneiro desse estilo musical tão badalado, revelou que todo seu catálogo será relançado, inclusive seus primeiros três discos, que há tempos não recebiam tal tratamento. Os integrantes da banda andam ocupados ouvindo os masters para tirar de lá as gravações originais que serão remasterizadas. O primeiro a sair deverá ser "Autobahn", de 1974, que deve sair no fim de maio ou, mais tardar, começo de junho. O trabalho de estréia, "Kraftwerk 1" (de 1971), o segundo "Kraftwerk 2" (1972) e o terceiro "Ralf And Florian" (1973), todos raríssimos, estão quase prontos, mas ainda não têm data de lançamento estimada.
A banda está passando o sarrafo nas fotos não publicadas que estavam mofando no fundo do baú e pretende enriquecer ainda mais os relançamentos, que contarão, também, com faixas-bônus.
Em geral, essas faixas serão basicamente versões alternativas de músicas já conhecidas ou remixes, uma vez que o Kraftwerk tem o hábito de lançar tudo que produz, deixando raras sobras de estúdio. Outros discos que também serão relançados em versão remasterizada são: "Radio Activity" (de 1975), "Trans-Europe Express" (1977), "The Man-Machine" (1978), o mais famoso e "Computer World" (de 1981). "Electric Cafe", de 1986, será relançado com o título que deveria ter sido o original: "Technop Pop". Todos os discos deverão estar no mercado até o começo do ano que vem.
A última vez que o Kraftwerk lançou um disco, foi em 1993. Um CD só com remixes das músicas mais famosas, como Tour De France, Radio Activity, The Robots, Pocket Calculator e Telephone Call... todas absolutamente maravilhosas! Para quem aínda não teve acesso aos clássicos do grupo, essa é uma ótima oportunidade para conhecer como toda essa febre de música eletrônica começou. As informações dão conta de que o Kraftwerk foi fundado por Ralf e Florian, aínda no fim dos anos 60 em Duseldörf, Alemanha. Na época, os recursos para produzir e gravar esse tipo de música praticamente não existiam. Eles mesmo criaram os primeiros sintetizadores, no tempo em que a fita cassete era aínda um luxo praticamente inacessível.
Desnecessário dizer que a crítica torceu o nariz para aquele som esquisito... estranho, mesmo. Mas, houve gente interessada na novidade. E logo o Kraftwerk se tornou conhecido e cada album (sim, era assím que os discos eram chamados naquele tempo) era recebido com festa. Pouco tempo depois a dupla se tornou um quarteto e o mundo viu surgir um dos mais extraordinários grupos de música eletrônica de todos os tempos.
Ao longo dos anos o som do Kraftwerk influênciou quase todo mundo que fez música boa. E continua a influenciar. David Bowie já disse que é fã dos caras. Roqueiros, como o pessoal do U2, também. New Order, Yazoo, Depeche Mode, Erasure, Propaganda, Blur e, mais rescentemente Air, todos beberam na fonte do Kraftwerk. Foi daí que surgiram movimentos como o tecnopop dos anos 80, que mais tarde se tornaria house, tribal, techno, trance, drum n' base, electro, todas as suas variações e o que mais vier.
Por isso, para aqueles que estão se iniciando nesse mundo, um aviso: essa história é bem mais antiga do que se possa imaginar.
Escrito por Nivaldo às 22h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Bateu, Levou...

Eu não ia falar sobre a surra que Laura levou de Maria Clara, esta semana, em Celebridade. Mas mudei de idéia. Pela primeira vez, vejo uma novela em que o sofrimento da vilã começa antes do último capítulo. Gilberto Braga, que tantas vezes foi criticado pelos absurdos cometidos durante a novela, parece agora, tentar se redimir. Sim, porque realmente foi difícil "engolir" que todas as armações da dupla Laura e Marcos dessem tão certo. Mas agora, depois de saborear, por breves instantes, o gostinho da vitória, Laura começa sua decida ao inferno.
Exageros à parte, foi bonito ver a vilã subjulgada pela heroína. Digo exageros, porque ninguém sai de uma surra de tapas com o rosto tão desfigurado, a menos que o agressor seja, por exemplo, Acelino "Popó" da Silva. Outro exagero foi o fato de, mesmo tão massacrada e debilitada, Laura aínda ter a idéia de simular um atropelamento com tamanha rapidez. O que levou a mais uma série de exageros. Por exemplo: como é possível, num local supostamente bem vigiado, no caso o estacionamento de um grupo empresarial poderosíssimo, alguém arrombar um carro e fazer uma ligação direta com tanta destreza? E mais... como essa mesma pessoa finge atropelar a outra sem que ninguém veja? E olha que o local estava infestado de repórteres e fotógrafos... sem falar nas câmeras de segurança que um lugar assím deve ter...mas aí já é exigir realismo de mais, né? E pelo jeito, o público não está preocupado com esses detalhes. Segundo o IBOPE, 80 por cento dos televisores do País sintonizavam a novela na última segunda-feira à noite. Até parecia os anos pré-tv por assinatura, em que as novelas eram o assunto de todas as rodas.
A verdade é que todo mundo viu a surra que a chata heroína da novela aplicou na vilã. E a idéia de Laura perder um dente durante a pancadaria, foi um golpe de mestre do autor, que agora corre o sério risco de ter toda a audiência torcendo contra Maria Clara... será que é isso que ele quer?
O fato de Laura começar a pagar por todos os seus "pecados" antes dos últimos capítulos da novela, é, sem dúvida, uma inovação. Não lembro de ter visto o sofrimento de uma vilã tão cedo. Isso está acontecendo, porque o autor deve ter outros trunfos para tornar Celebridade um novo fenômeno de audiência do horário nobre. Por exemplo, a partir de agora Laura vai começar a comer o "pão que o diabo amaçou" das mãos de Renato. Outro que deve prestar contas pelas maldades cometidas, mas pra frente. Já se sabe também que o chantagista que ameaça a chatérrima Beatriz é Marcos, que vai se revelar pior que sua mentora intelectual.
A outra chata da novela, Maria Clara Diniz, pode ser que, daqui pra frente se revele mais interessante, ao por em prática seu plano de vingança iniciado com a surra de segunda-feira. Ela vai se dar bem dirigindo a casa de samba, e aos poucos, deverá retomar sua vida. Mas o que vai esquentar essa novela, no final, é o misterioso assassinato de Lineu Vasconcelos. Só resta saber se dessa vez teremos uma reedição do fenômeno "Quem matou Odeth Roitman?"... vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.
Escrito por Nivaldo às 11h28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Como Hollywood é Cruel...
Alguém aí lembra desse rosto? Provavelmente não. Mas se fosse uma foto do filme "Meninos Não Choram", certamente todo mundo lembraria, né? Pois essa aí ao lado é a atriz Hilary Swank, que em 2000, aos 25 anos, ganhou um merecido Oscar por sua excepcional atuação no filme. Ela fazia o papel de uma moça, que se passava por rapaz. Sua performance foi tão boa, que só faltava fazer a barba de três em três dias e coçar o saco.
O filme foi um sucesso e se baseava na história verídica de Brenda (Brandon), que viveu numa pequena cidade do meio-oeste americano, até ser brutalmente assassinada porque se fez pasasar por homem, e por pouco não coinstituiu família.
Estou escrevendo sobre isso, porque hoje lí uma matéria sobre Hilary Swank e me dei conta de como ela sumiu do mapa e como Holywood, às vezes, é injusta. Lembro quando Hilary apareceu pela primeira vez na TV. Ela fez uma participação numa das temporadas de "Barrados no Baile", em meados dos anos 90. Deixou a série para tentar a sorte no cinema. Ralou pra caramba em pequenos papéis. Fez uma aprendiz de karateca na terceira sequência de "Karatê Kid", ao lado de Pat Morita, entre outras "pontas", até que em 1998 foi convidada para interpretar Brenda (Brandon) em "Meninos Não Choram".
Quando ví esse filme, fiquei de cara com a interpretação da moça. Ela, realmente, tinha que ganhar o Oscar. Só que depois de sentir o peso da famosa estatueta na mão, caiu no famoso "Buraco Negro" de Hollywood. Local destinado aos novos astros do cinema que, como num passe de mágica, vivem a glória de ter seu nome anunciado no Kodak Theatre para depois serem esquecidos.
Alguém aí já viu Halley Barry em um filme descente depois de "A Úlltima Ceia"? Ou Gwineth Paltrow em algum Blockbuster depois de desbancar Fernanda Montenegro e levar o Oscar por "Shakespeare Apaixonado"? Claro que não. Barry teve até chance de brilhar como Bond Girl no último 007, mas quase passa despercebida. Paltrow... bom, faz tempo que não vejo essa menina em filme algum.
Com Hilary Swank a história não foi diferente. Ela também fez alguns filmes depois de ganhar o Oscar. Você por acaso assistiu "O Enigma do Colar"? Ou "Insônia"? São bons filmes. O primeiro é sucesso na programação do Cinemax, canal pago distribuido pela Directv. O segundo, vira e mexe, passa na HBO, e só. Acredito que, "Insônia", tenha até passado nos cinemas americanos, pois no elenco estão Al Pacino e Robin Williams, mas por aqui, só na TV paga mesmo.
Mas Hilary Swank, parece, vai ter mais uma chance. Ou melhor, duas! Dessa vez, quem sabe, ela pode se desvencilhar da imagem máscula que a marcou profundamente. Ela vai ser a estrela da nova campanha de underwear feminina da grife Calvin Klein, que agora é assinada pelo estilista brasileiro Francisco Costa, que, dizem, influenciou na escolha. E também está escalada para estrelar a nova produção de Clint Eastwood, "Million Dolar Baby", que começa a ser rodada em junho. No filme, a moça vai fazer o papel de uma boxeadora e vai contracenar com Morgan Freeman, e Clint Eastwood, claro. A fita é uma história de amor trágica e platônica envolvendo um lutador que vira treinador e uma mulher (Hilary) de 30 e poucos anos que quer começar uma carreira no boxe. O filme é baseado em dois contos da coletânea "Rope Burn", de F.X. Toole.
É, dessa vez, parece que ela foi realmente salva pelo gongo.
Escrito por Nivaldo às 16h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|