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Acabou Mesmo!!!

 

Um mês de negociações com o governo foi em vão. A Love Parade, maior festa de música eletrônica do planeta que vinha ocorrendo anualmente em Berlim desde 1989, não será mesmo realizada em 2004. O motivo do cancelamento, informam agências internacionais, foi a falta de patrocínio. Apesar da ajuda financeira oferecida pelo Senado alemão, os organizadores chegaram à conclusão de que ainda precisariam de mais 500 mil euros (cerca de R$ 1,78 milhões) para colocar o projeto em prática.

Realizada quase sempre no segundo sábado de julho, este ano seria no dia 10, a Love Parade de Berlim era a principal referência de mega evento do verão europeu, atraindo hordas de turistas para a Avenida 17 de Julho, uma das principais da capital alemã. Uma de suas edições chegou a contar com 1,5 milhão de pessoas. Foi em julho de 2000. Outras paradas semelhantes surgidas ao redor do mundo – incluindo o Brasil, em São Paulo – não existiriam não fosse a de Berlim.

Hoje, cidades como Tel-a-Viv, Johanesburgo, Zurich, São Francisco, Cidade do México, Viena e Varsóvia, tem suas edições da mega-festa de rua, atraíndo milhares de fãs da música eletrônica e todas as suas variações. DJ's do mundo inteiro participam destes eventos, que tinham a Love Parade de Berlim como uma espécie de matriz, já que foi a primeira e era sempra a primeira a ser realizada a cada ano.

Nomes famosos da cena eletrônica brasileira tiveram seus momentos de glória a bordo dos chamados "Love Trucks". Mau Mau, Marky, Renato Cohen e Renato Lopes, tocaram na edição de 2000 da parada, ao lado de pesos pesados das pistas como Paul Oakenfold, Armand Van Helder, Judge Jules, Da Hool, Tall Paul e até mesmo Boy George, que sempra agitava o caminhão do superclub inglês Ministry Of Sound.  Enquanto isso, mais abaixo do Equador, outros tipos de caminhões arrastam multidões, com outro tipo de som e fazendo um outro tipo de festa... Bom, mas essa é também outra história. Mas o grande barato da Love Parade, é que sendo um evento de rua, ninguém precisava pagar absolutamente nada para dançar e se divertir durante horas. Ao contrário daqui, que se paga uma pequena fortuna por um pedaço de pano estampado horroroso e a diversão nem sempre é garantida.

Hoje, a famosa Coluna da Vitória, também conhecida como Obelisco do Anjo em Berlim, ponto de convergência de todos os "Love Trucks", amanheceu com essa faixa, com o símbolo da parada anunciando o fim. No site oficial da Love Parade, tem mais detalhes, vale a pena uma visitinha. Lá tem fotos maravilhosas de todas as edições da festa em Berlim e das afiliadas ao redor do mundo, além de muita informação sobre música e outros assuntos ligados à cena eletrônica. Esse ano o verão europeu vai ficar mais silencioso.

Os seguidores da parada não poderão acdompanhar os Trucks de Fat Boy Slim, Benni Benasi, Fisherspooner, Miss Kitten e Felix Da Housecat, Pete Tong, Paul Van Dyk, Dr. Motte, Roger Sanschez, Tom Novy, Marky (olha o Brasil aí), Moby, Paul Oakenfold, Ulric, Da Hool, Westban e da diva disco Donna Summer (sim, ela mesma), que estava cotada para uma aparição no carro do club alemão The Void.

Essa era uma parte do Line Up previsto para a festa. Este ano o parque Tiergaten vai sentir falta dos ravers. Acabou mesmo e só quem viu a Love Parade de perto sabe como isso é uma pena!  Resta agora ouvir o mega-hit e hino da festa "Meet Her At The Love Parade", do DJ alemão Da Hool.



 Escrito por Nivaldo às 19h44 [ ] [ envie esta mensagem ]



Na Garupa de Che Guevara

Cena de "Diários de Motocicleta": Não é brasileiro

Ontem fiz meu programa preferido; Fui ao cinema. Entre tantos filmes em cartaz, fiquei na dúvida na hora de escolher qual assistir. Há bons filmes em cartaz e é bom sair de casa já decidido, pra não ficar feito bobo na porta do multiplex, em dúvida. Foi assím que me senti ontem. Por fim decidi entrar na sala que exibia "Diários de Motocicleta", o filme dirigido por Walter Salles e que todos pensam ser brasileiro, mas não é! 

Antes de entrar nesse mérito, um pouco sobreo filme; Todo mundo já sabe que "Diários..." conta a história de uma viagem feita por Ernesto Guevara de la Serna (sim, ele aínda não era Che) vivido por Gael Garcia Bernal e seu amigo Alberto Granado, na pele do ator Rodrigo de la Serna, em 1952, quando Guevara aínda tinha 23 anos e era estudante de medicina. Quem procurar o Ernesto revolucionário que estampa camisetas de rebeldes adolecentes (argh!!!) neste filme, vai se decepcionar.

O filme é baseado nos diários de viagem escritos pelos dois. "De Moto pela América do Sul", de Guevara e "Con el Che por Sudamerica" de Granado. Também não se trata de um roteirão turístico. Pelo contrário. As paisagens são perturbadoras, com exceção de uma magnífica passagem por Machu Pichu, no Perú. Mas o diretor, com muita sutileza, revela ao espectador as paisagens humanas e geográficas da América do Sul, que se descortinam aos olhos dos dois jovens argentinos urbanos de classe média. A viagem aconteceu no início dos anos 50, mas dá pra perceber, que de lá até aqui, pouco ou quase nada mudou do lado de baixo do Equador.

Na garupa de sua Norton 1939 (esse é omodelo da moto), carinhosamente apelidada de La Poderosa, os dois se colocam, a princípio, como aventureiros que mergulham nesse mundo estranho. Mas uma previsível quebra da moto, no Chile, coloca-os num corpo a corpo mais consistente, provocador de mudanças e, a cada dia, mais irresistível na sensibilidade de cada um. Um dos momentos mais significativos desta etapa do filme, é um encontro com um casal de mineradores, à procura de trabalho. Na conversa, ao pé de uma fogueira, na solidão fria e lunar do deserto de Atacama, é que Ernesto e Alberto dividem, mais incisivamente suas vivências e descobrem de perto as injustiças deste mundo, em que agora são também coadjuvantes. Não conto mais, pra não estragar o prazer de descobrir o que se passa nesse belo filme.

Mas agora entro na questão, que me fez escrever sobre "Diários..." neste post. Está todo mundo achando que o filme vai sair de Cannes ovacionado pela crítica, com Palma de Ouro, aplaudido de pé ao fim da exibição e essas coisas de festivais. E vai mesmo! Há uma enorme torcida pelo filme, porque todo mundo acha que se trata de uma obra brasileira. Pois bem, não se engane. "Diários de Motocicleta" é uma co-produção americana e inglesa da South Fork (produtora de Robert Redford), Buena Vista International e Film Four (o braço cinematográfico da TV inglesa Chanel Four). O roteiro foi escrito por um argentino e o filme é todo falado em espanhol. A direção, claro, é de um brasileiro e, temos todo o direito do mundo de torcer por ele e ficarmos felizes se (merecidamente, aliás) seu trabalho for reconhecido. Mas, se "Diários..." for um filme brasileiro, "Tróia" é alemão...

Agora, no dia que um filme como "Diários de Motocicleta" for realmente brasileiro, o que é possível mas, pelo andar da "carroça", não imediatamente provável, vou ser um dos primeiros a puxar a torcida.

Ah, pra encerrar o papo, um pouco mais de "Diários..." Chama a atenção a sequência da cerimônia da coca, compartilhada entre indígenas peruanos e os atores. Serve pra injetar no filme o sangue vivo da América Latina hoje, que, como já disse, não mudou muito de 1952 pra cá, especialmente na desigualdade e na pobreza que calaram tão fundo no coração do jovem que mais tarde escolheria tornar-se o Che.

E viva La Revolucion!!!



 Escrito por Nivaldo às 13h46 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sticks Erotic Art

A Arte Erótica do artísta gráfico Inglês Edward Martin. São iguiais àqueles bonequinhos que agente desenhava na escola.

Este aí ao lado foi batizado de "Masturbation Stick".

 

 

 

 

 

 

  Mais explícito, impossível. Obra sem nome.

 

 

 

 

 

                                                                                     Esse aí ao lado é o famoso 69...

 

 

  

 

 

  Quem nunca balançou um carro assím, que atire a primeira pedra. 

 

 

 

 

 

 

                                                                                            "Threesome", também conhecido por "Ménage a Trois".

 

 

 

 

 

 Não... esse aí não é o Pac Man. A obra chama-se "Tit Suckking".

 

 

 

 

 

Sem ofensa heim pessoal. Isso é apenas arte gráfica erótica. Espero não ser banido do UOL depois deste post.

 



 Escrito por Nivaldo às 10h42 [ ] [ envie esta mensagem ]



Oba...Miss Kittin está de volta...

Caroline Herve: a.k.a. Miss Kittin

Se você não conhece a mocinha da foto que ilustra este post, cabe aqui uma pergunta: Por onde você andou nesses últimos anos?

Caroline Herve, mais conhecida por Miss Kittin, bombou as pistas de todo o mundo com seu mega-electro-hit "Frank Sinatra". Ah, agora você deve ter ligado a música à criatura, não? Pois bem, ela acaba de lançar mais um disco, que promete tanto sucesso quanto os anteriores.

Mas antes de falar sobre o disco em si, vamos à uma pequena biografia da moça, para que todos fiquem mais íntimos.

Nascida em Grenoble, nos Alpes franceses, em 73, Miss Kittin estudou arte contemporânea e diversos estilos musicais como clássico, jazz, disco e britpop, mas foi na música eletrônica, que ela encontrou terreno para suas experimentações vocais e para sua ascendente carreira como DJ.

Foi frequentadora assídua das raves francesas do início dos anos 90 e estreou nas picapes oficialmente em 94, quando ingressou no casting de DJs da agência Tekmics Booking Agency, tocando nas famosas festas francesas Dragon Ball.

A estréia como vocalista aconteceu nos hit "Frank Sinatra" (98) e no remake de "Sweet Dreams" (99), ambas em parceria com o DJ e produtor The Hacker. Mas foi com Felix da Housecat que Miss Kittin emplacou seu primeiro hit no mainstream, a falada "Madame Hollywood", produzida durante uma turnê do DJ e produtor pela Suíça.

Agora que todos já conhecem um pouco mais a história musical desse ícone do electro, vamos ao I.Com. Esse é o título do novo CD, que de cara faz um trocadilho com a palavra Icon (ícone) em inglês. Kittin é considerada a rainha dos trocadilhos e fez isso na cena electro como ninguém... e continua fazendo. A foto ao lado é da capa do CD.

Dessa vez ela vem disposta a destruir a imagem de diva do electro, criada em torno de seu nome, por conta dos hits "Madame Hollywood" e "Frank sinatra".

Segundo publicou o jornal britânico New Musical Express, em 12 faixas, Kittin mostra que não é apenas uma vocalista debochada e irônica por trás das marcantes bases do produtor francês The Hacker, seu parceiro em "First Album". E também desafia os que pensam que ela é somente uma talentosa DJ em sets de electro, techno e tech-house, como se vê no seu último lançamento "Radio Caroline".

O jornal descreve o álbum faixa a faixa e disponibiliza a maioria delas para ouvir. O NME informa que o "I.Com" abre com guitarras distorcidas, bem ao estilo da faixa "The Game Is Not Over", que ela gravou com o produtor alemão e seu namorado T. Raumschmiere. A primeira música chama-se "Professional Distortion" e começa com uma conversinha electropunk de estúdio.  Pelo que eu ouvi no site do jornal é algo assím: "It's so stuppid. Before I start anything, I have to say I'm undercover and I want to interfere anywhere. Okay? It's between you and me". Diz ela ao produtor.

Daí pra frente começa a festa. "Show me your tits and let's make a hit", é a frase pronunciada na abertura de "Requiem for a Hit", uma faixa bem funky e que promete ser o carro-chefe do disco. Termina assím: "I'd be that bitch for the hit"... hahahahaha

Não vou contar mais, pra não estragar sua surpresa, quando ouvir o CD pela primeira vez. Vale só lembrar, que Kittin continua seus trocadilhos ao longo do disco e outra faixa que vai grudar nos nossos ouvidos é "Meet Sue Be She"... sacou o que é? Isso mesmo, a marca japonesa Mitsubishi. Kittin disse que a música foi composta para homenagear sua produtora, Sue, mas vai ser impossível não cantar o refrão chiclete..."Meet Sue Be She/BMW/One-Two-Three/Meet Sue Be She/BMW/X-Y-Z..." E aí, vai ficar parado? Se jogue. O CD chega ao país no começo de junho, mas logo logo deve estar ripado no Soul Seek ou no Kazaa

Ah, no site da Érika Palomino, tem link para ouvir algumas músicas, também linkadas logo abaixo.

Professional Distortion

Requiem For a Hit

3emesexe

Bon Voyage!!!



 Escrito por Nivaldo às 20h56 [ ] [ envie esta mensagem ]



"Ah, que tédio..."

Genial essa foto, não? Está na edição desta semana da revista Veja, que chegou às bancas nesse domingo e ilustra uma matéria sobre a sucessão de erros que levou o presidente Lula a cometer a maior trapalhada de seu mandato, até agora. Vale a pena a leitura. A revista não publicou o nome do fotógrafo, mas informa que é da agência Associated Press.

Ah, e a foto merece uma reflexão: Será que se no lugar de água fosse uísque ou cachaça, Lula estaria tão entediado? Às vezes, uma foto diz  mais que milhares de palavras...



 Escrito por Nivaldo às 14h49 [ ] [ envie esta mensagem ]