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É o Fim do Mundo
Cartaz de "O Dia Depois de Amanhã"
Eu sempre gostei de cinema catástrofe. Assisti todos os filmes da série Aeroporto. Ví Tubarão e seus filhotes. E assisti à "santíssima trindade" do gênero; O Destino do Posseidon, Inferno na Torre e Enxame, todos do lendário produtor Irwin Allen. Em sua época, ele precisou afundar um enorme transatlântico, incendiar um arranha-céu e fazer com que o Texas fosse atacado por abelhas assassinas... tudo para fazer a platéia tremer diante da tela.
Ontem fui novamente ao cinema, e dessa vez já saí de casa decidido. Entrei numa das salas onde estreava O Dia Depois de Amanhã. Esse é o verdadeiro "Blockbuster" da temporada. O filme é literalmente um "arrasa-quarteirão". Na verdade, arrasa todos os que existem no planeta.

Comecei citando Irwin Allen, porque neste filme, o diretor Roland Emerich vai além da medida de uma simples catástrofe, quando apresenta um planeta inteiro na iminência de ser congelado em consequência do aquecimento global. O Dia Depois de Amanhã, é um misto curioso de sociopolítica e catástrofe, mas é também engraçado. Parece o resultado da colaboração entre Michael Moore (Tiros em Columbine e Farenheit 9' 11) e o já citado Allen.
Diante do clima político atual e o clima de verdade do planeta, o diretor pinta e borda na tela com a ajuda de efeitos luxuosos. A história é absurda, mas vale a pena ver, por exemplo, a população dos Estados Unidos tentando se salvar no México. Parece brincadeira, mas é isso mesmo. Só que é a vez dos mexicanos, sempre escurraçados dos domínios do Tio Sam, darem o troco. Só aceitam os "gringos" em seu território, se a dívida externa do país for perdoada... irônia? Não... um tapa na cara de Bush Jr que tentou, até a última hora, evitar que o filme entrasse em cartaz. Mas o esforço foi em vão.

Voltando ao assunto... a mãe natureza é mesmo a verdadeira estrela na tela. Mas Dennis Quaid está a postos para dar ao filme o toque humano necessário, na pele de um meteorologista cujas previsões são sistemáticamente ignoradas pelas autoridades, até que uma série de eventos "estranhos" começam a acontecer. Pássaros migram para o sul na hora errada. Chuvas de Granizo arrazam Tóquio, com pedras de gelo do tamanho de um carro. Tornados varrendo Los Angeles e pondo a baixo o letreiro de Hollywood e o edifício da Capitol Records. E, claro, a destruição de Nova York. E é aí que o filme começa a bombar. Uma forte chuva inunda a cidade. Ondas gigantescas arrasam Manhathan e milhares de pessoas correm em busca de refúgio.
Roland Emerich é especialista em destruir NYC. Até parece que ele tem alguma coisa contra a Big Apple. Tudo começou em Independence Day, continuou com o desastroso remake de Godzilla e agora voltou a carga com O Dia Depois de Amanhã. O filme é bacana. Dá pra se divertir e até dar umas boas risadas. É absurdo ver tornados no Havaí e as ondas levando cidades inteiras. Mas, como todo filme catástrofe que se preza, os efeitos especiais tem que ser perfeitos e fazer o coitado do espectador tremer, e nesse filme agente treme... de frio, de medo e pelos efeitos sonoros de arrasar os tímpanos sensíveis ao sistema Dolby Digital... um luxo!!!
Ora, se nos anos 70, Irwin Allen tirava o fôlego da platéia com uma simples câmera de cabeça para baixo, que dava a idéia de que o gigante navio Poisseidon estava virado, imagine então o que não se pode fazer com todos os recursos digitais disponíveis atualmente e com o orçamento milionário da FOX, o estúdio de poderoso Robert Murdoch, que apóia abertamente o governo Bush Jr, mas não deve ter sido informado de que a fita é, também, uma espécie de protesto contra as políticas ambientalistas da Casa Branca e da forma como o Governo americano trata seus vizinhos latino-americanos. É daí que veio a idéia do México fechar a fronteira para os americanos na hora que eles mais precisaram do seu desprezado vizinho. Pura ficção...
Escrito por Nivaldo às 21h46
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Back On The Road

A moça aí da foto começou essa semana bombando... Estreou em Los Angeles, na última segunda feira, a nova turnê e, como sempre, já está dando muito o que falar. Reinvention é o nome do novo espetáculo de Madonna, que, segundo as agências internacionais, está mais madura, mas continua fazendo muito barulho.
O novo show trás uma Madonna mais politizada que não poupa a administração desastrosa de Bush Jr de pesadas críticas. Enquanto os fãs se deliciam com o som, telões exibem imagens ultra-violentas de guerra, tiroteios e outras coisas patrocinadas pelos Estados Unidos mundo a fora. Como o próprio nome sugere, Reinvention trás Madonna reinventada, como se isso fosse possível... mas é. Religiosa, ela apela para ritos cabalísticos (sua mais nova paixão) em pleno palco e inscrições hebráicas nos telões. O que aparece escrito, pouca gente sabe traduzir. Dessa vez trocou a camiseta onde antes aparecia "Italians do better" por uma com a seguinte frase: "God does better". É a própria reinvenção. Ou estou enganado?
Reinvention Tour promete bombar a verão "lá de cima"... vai correr 12 cidades americanas até o final de junho e depois cruza o atlântico para shows na Europa e Israel. Em Londres serão três apresentações, seguindo para shows em Paris, Berlim, Frankfurt e outras cidades do velho continente.
Segundo a agência de notícias Reuters, um dos melhores momentos do espetáculo, é a sequência de "Vogue" com "Ray Of Light". "É de botar a casa a baixo", segundo definiu um repórter que acompanhou a estréia de L.A. Ele conta que Madonna abriu o show usando um corpete cravado de jóias, mas vestiu uniforme de combate quando cantou "American Life", tendo ao fundo o som de bombas que caíam.
No palco, dançarinos vestidos de soldados faziam flexões e exercícios diante de telas de vídeo que mostravam helicópteros militares e o inferno da guerra.
Pelo jeito, A Material Girl, que está com 45 anos, não decepcionou seus fãs de longa data, muitos dos quais pagaram mais de 200 dólares pelo ingresso. No set list do show vários de seus sucessos antigos, como "Celebrate" e "Hollyday", entremeados por coreografias espetaculares, e uma versão eletrônica de "Imagine" de Jonh Lennon, segundo anunciou a Reuters.
É uma pena que Reinvention Tour não venha ao Brasil. Segundo os produtores, a espectativa é que cerca de 750 mil pessoas assistam aos 39 shows programados para a turnê. Se viesse por aqui, fácilmente passaria a casa de um milhão de espectadores.
Escrito por Nivaldo às 11h42
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