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Novo Morrisey On Line

Começei esse domingão nublado ouvindo o novo CD do Morrisey. Nada mais apropriado do que "You Are The Quarry" para um dia em que até o sol resolveu se dar folga. Não vou falar sobre disco outra vez. Só posso acrescentar que é muito bom mesmo e tem uma música muito engraçada chamada "All The Lazy Dykes", onde ele conclama todas as lésbicas a saírem do armário.
A propósito, na revista Veja que circula a partir de hoje, tem uma resenha super-legal sobre o disco, que só reforça tudo aquilo que eu havia escrito aqui há mais de um mês. Pelo jeito, meus ouvidos continuam em, plena forma, apesar dos 40... hahahahaha
Quer ouvir também "You Are The Quarry"? Então é só visitar o site da Veja On Line. As músicas estão lá, prontinhas para serem ouvidas. Enjoy it!!!
Escrito por Nivaldo às 09h02
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Vamos a La Playa...
Ando com tanta preguiça de escrever... não sei o que está acontecendo. Acho que todo mundo que tem blog passa por esses momentos... É uma espécie de vácuo. Não sai nada. Olho pro teclado e não consigo formatar texto algum.
Tem acontecido um monte de coisas em minha volta. Novos filmes no cinema. Novas músicas... mas nada que me inspire a escrever. O que será isso? Será que passa? Tomara que sim. Acho que é só preguiça e letargia, mesmo.
Pra variar um pouco, hoje fui à praia. Mas o tempo aqui não estava muito "friendly" nesse sabadão. O dia começou com uma chuva pesadíssima. Depois o sol começou a "gritar", parecia convidar todos para ir à praia para, em seguida, dá o "truque". Nuvens carregadíssimas começaram a surgir no horizonte. Uma tempestade se aproximava. Resolvi ficar alí mesmo. Com ou sem chuva, meu sábado seria de praia. E foi. Choveu horrores... depois, pra fazer valer o velho dito popular de que "depois da tempestade vem a bonansa", o sol voltou a gritar e a praia bombou, até que... a chuva resolveu dá o ar da graça mais uma vez e mandou todo mundo embora. E continua chovendo.
Meu Deus, como anda esquisito esse clima. Essa não é bem a época para tormentas tropicais se abaterem pelo litoral de Fortaleza... mas, vai entender a mãe natureza, né? Vivem mexendo com ela... E ela responde, embora nem sempre da maneira mais agradável. E hoje é o dia internacional do meio-ambiente.
Mas a praia foi ótima! Ventinho na cara; camelôs vendendo todas as "carregações" que os falsificadores chineses despejam no mercado (tinha um que vendia até bolsas Louis Vitton, um luxo!); hippies vendendo artesanato (sim, eles aínda vivem); tatuadores de henna oferecendo seus serviços em nome da arte de tatuar; ambulantes oferecendo perfumes, óculos e relógios dos mais variados modelos, grifes e estilos; vendedores de (blergh) sanduíches naturais; turistas paulistanos encantados com o mar de Iracema; e uma fauna humana de cores e tons diversos.
É sempre uma festa a praia. Está cada vez mais parecendo uma feira, mas é divertido. Só tem uma coisa que eu odeio na praia por aqui: o barulho das marteladas do povo quebrando caranguejo... que nojo!!!
Escrito por Nivaldo às 18h37
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Eles voltaram...

Essa turminha aí está de volta à tela da HBO a partir da madrugada de hoje. Às duas da manhã estréia a quarta temporada da série Queer As Folk, ridicularmente traduzida como Os Assumidos.
Pra quem aínda não sabe, a série exibida pela HBO é a versão americana. O original, produzido na Inglaterra, passou tempos atrás no Eurochanel e só teve uma temporada.
Agora a turma liderada por Brian, volta à cena e promete mais emoções depois de tantas perdas e danos na temporada passada. É se ligar e se divertir... sem preconceito, claro, pois o tema central de QAF é o homosexualismo, pintado em todas as suas cores na tela da TV.
Quem quiser conferir, é só sintonizar o canal HBO Plus, (Directv/TV Show) a partir das duas da manhã... O horário é ingrato, mas quem conseguir ficar acordado até lá, certamente vai se divertir bastante com Emmet, Brian, Justin, Michael, Teddy, Lindsay, Melaine, Debbie, Vick e os novos personagens que passam a integrar essa turminha descolada de Pitsburgh.
Escrito por Nivaldo às 16h56
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É o Fim do Mundo
Cartaz de "O Dia Depois de Amanhã"
Eu sempre gostei de cinema catástrofe. Assisti todos os filmes da série Aeroporto. Ví Tubarão e seus filhotes. E assisti à "santíssima trindade" do gênero; O Destino do Posseidon, Inferno na Torre e Enxame, todos do lendário produtor Irwin Allen. Em sua época, ele precisou afundar um enorme transatlântico, incendiar um arranha-céu e fazer com que o Texas fosse atacado por abelhas assassinas... tudo para fazer a platéia tremer diante da tela.
Ontem fui novamente ao cinema, e dessa vez já saí de casa decidido. Entrei numa das salas onde estreava O Dia Depois de Amanhã. Esse é o verdadeiro "Blockbuster" da temporada. O filme é literalmente um "arrasa-quarteirão". Na verdade, arrasa todos os que existem no planeta.

Comecei citando Irwin Allen, porque neste filme, o diretor Roland Emerich vai além da medida de uma simples catástrofe, quando apresenta um planeta inteiro na iminência de ser congelado em consequência do aquecimento global. O Dia Depois de Amanhã, é um misto curioso de sociopolítica e catástrofe, mas é também engraçado. Parece o resultado da colaboração entre Michael Moore (Tiros em Columbine e Farenheit 9' 11) e o já citado Allen.
Diante do clima político atual e o clima de verdade do planeta, o diretor pinta e borda na tela com a ajuda de efeitos luxuosos. A história é absurda, mas vale a pena ver, por exemplo, a população dos Estados Unidos tentando se salvar no México. Parece brincadeira, mas é isso mesmo. Só que é a vez dos mexicanos, sempre escurraçados dos domínios do Tio Sam, darem o troco. Só aceitam os "gringos" em seu território, se a dívida externa do país for perdoada... irônia? Não... um tapa na cara de Bush Jr que tentou, até a última hora, evitar que o filme entrasse em cartaz. Mas o esforço foi em vão.

Voltando ao assunto... a mãe natureza é mesmo a verdadeira estrela na tela. Mas Dennis Quaid está a postos para dar ao filme o toque humano necessário, na pele de um meteorologista cujas previsões são sistemáticamente ignoradas pelas autoridades, até que uma série de eventos "estranhos" começam a acontecer. Pássaros migram para o sul na hora errada. Chuvas de Granizo arrazam Tóquio, com pedras de gelo do tamanho de um carro. Tornados varrendo Los Angeles e pondo a baixo o letreiro de Hollywood e o edifício da Capitol Records. E, claro, a destruição de Nova York. E é aí que o filme começa a bombar. Uma forte chuva inunda a cidade. Ondas gigantescas arrasam Manhathan e milhares de pessoas correm em busca de refúgio.
Roland Emerich é especialista em destruir NYC. Até parece que ele tem alguma coisa contra a Big Apple. Tudo começou em Independence Day, continuou com o desastroso remake de Godzilla e agora voltou a carga com O Dia Depois de Amanhã. O filme é bacana. Dá pra se divertir e até dar umas boas risadas. É absurdo ver tornados no Havaí e as ondas levando cidades inteiras. Mas, como todo filme catástrofe que se preza, os efeitos especiais tem que ser perfeitos e fazer o coitado do espectador tremer, e nesse filme agente treme... de frio, de medo e pelos efeitos sonoros de arrasar os tímpanos sensíveis ao sistema Dolby Digital... um luxo!!!
Ora, se nos anos 70, Irwin Allen tirava o fôlego da platéia com uma simples câmera de cabeça para baixo, que dava a idéia de que o gigante navio Poisseidon estava virado, imagine então o que não se pode fazer com todos os recursos digitais disponíveis atualmente e com o orçamento milionário da FOX, o estúdio de poderoso Robert Murdoch, que apóia abertamente o governo Bush Jr, mas não deve ter sido informado de que a fita é, também, uma espécie de protesto contra as políticas ambientalistas da Casa Branca e da forma como o Governo americano trata seus vizinhos latino-americanos. É daí que veio a idéia do México fechar a fronteira para os americanos na hora que eles mais precisaram do seu desprezado vizinho. Pura ficção...
Escrito por Nivaldo às 21h46
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Back On The Road

A moça aí da foto começou essa semana bombando... Estreou em Los Angeles, na última segunda feira, a nova turnê e, como sempre, já está dando muito o que falar. Reinvention é o nome do novo espetáculo de Madonna, que, segundo as agências internacionais, está mais madura, mas continua fazendo muito barulho.
O novo show trás uma Madonna mais politizada que não poupa a administração desastrosa de Bush Jr de pesadas críticas. Enquanto os fãs se deliciam com o som, telões exibem imagens ultra-violentas de guerra, tiroteios e outras coisas patrocinadas pelos Estados Unidos mundo a fora. Como o próprio nome sugere, Reinvention trás Madonna reinventada, como se isso fosse possível... mas é. Religiosa, ela apela para ritos cabalísticos (sua mais nova paixão) em pleno palco e inscrições hebráicas nos telões. O que aparece escrito, pouca gente sabe traduzir. Dessa vez trocou a camiseta onde antes aparecia "Italians do better" por uma com a seguinte frase: "God does better". É a própria reinvenção. Ou estou enganado?
Reinvention Tour promete bombar a verão "lá de cima"... vai correr 12 cidades americanas até o final de junho e depois cruza o atlântico para shows na Europa e Israel. Em Londres serão três apresentações, seguindo para shows em Paris, Berlim, Frankfurt e outras cidades do velho continente.
Segundo a agência de notícias Reuters, um dos melhores momentos do espetáculo, é a sequência de "Vogue" com "Ray Of Light". "É de botar a casa a baixo", segundo definiu um repórter que acompanhou a estréia de L.A. Ele conta que Madonna abriu o show usando um corpete cravado de jóias, mas vestiu uniforme de combate quando cantou "American Life", tendo ao fundo o som de bombas que caíam.
No palco, dançarinos vestidos de soldados faziam flexões e exercícios diante de telas de vídeo que mostravam helicópteros militares e o inferno da guerra.
Pelo jeito, A Material Girl, que está com 45 anos, não decepcionou seus fãs de longa data, muitos dos quais pagaram mais de 200 dólares pelo ingresso. No set list do show vários de seus sucessos antigos, como "Celebrate" e "Hollyday", entremeados por coreografias espetaculares, e uma versão eletrônica de "Imagine" de Jonh Lennon, segundo anunciou a Reuters.
É uma pena que Reinvention Tour não venha ao Brasil. Segundo os produtores, a espectativa é que cerca de 750 mil pessoas assistam aos 39 shows programados para a turnê. Se viesse por aqui, fácilmente passaria a casa de um milhão de espectadores.
Escrito por Nivaldo às 11h42
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Acabou Mesmo!!!
Um mês de negociações com o governo foi em vão. A Love Parade, maior festa de música eletrônica do planeta que vinha ocorrendo anualmente em Berlim desde 1989, não será mesmo realizada em 2004. O motivo do cancelamento, informam agências internacionais, foi a falta de patrocínio. Apesar da ajuda financeira oferecida pelo Senado alemão, os organizadores chegaram à conclusão de que ainda precisariam de mais 500 mil euros (cerca de R$ 1,78 milhões) para colocar o projeto em prática.
Realizada quase sempre no segundo sábado de julho, este ano seria no dia 10, a Love Parade de Berlim era a principal referência de mega evento do verão europeu, atraindo hordas de turistas para a Avenida 17 de Julho, uma das principais da capital alemã. Uma de suas edições chegou a contar com 1,5 milhão de pessoas. Foi em julho de 2000. Outras paradas semelhantes surgidas ao redor do mundo – incluindo o Brasil, em São Paulo – não existiriam não fosse a de Berlim.
Hoje, cidades como Tel-a-Viv, Johanesburgo, Zurich, São Francisco, Cidade do México, Viena e Varsóvia, tem suas edições da mega-festa de rua, atraíndo milhares de fãs da música eletrônica e todas as suas variações. DJ's do mundo inteiro participam destes eventos, que tinham a Love Parade de Berlim como uma espécie de matriz, já que foi a primeira e era sempra a primeira a ser realizada a cada ano.
Nomes famosos da cena eletrônica brasileira tiveram seus momentos de glória a bordo dos chamados "Love Trucks". Mau Mau, Marky, Renato Cohen e Renato Lopes, tocaram na edição de 2000 da parada, ao lado de pesos pesados das pistas como Paul Oakenfold, Armand Van Helder, Judge Jules, Da Hool, Tall Paul e até mesmo Boy George, que sempra agitava o caminhão do superclub inglês Ministry Of Sound. Enquanto isso, mais abaixo do Equador, outros tipos de caminhões arrastam multidões, com outro tipo de som e fazendo um outro tipo de festa... Bom, mas essa é também outra história. Mas o grande barato da Love Parade, é que sendo um evento de rua, ninguém precisava pagar absolutamente nada para dançar e se divertir durante horas. Ao contrário daqui, que se paga uma pequena fortuna por um pedaço de pano estampado horroroso e a diversão nem sempre é garantida.
Hoje, a famosa Coluna da Vitória, também conhecida como Obelisco do Anjo em Berlim, ponto de convergência de todos os "Love Trucks", amanheceu com essa faixa, com o símbolo da parada anunciando o fim. No site oficial da Love Parade, tem mais detalhes, vale a pena uma visitinha. Lá tem fotos maravilhosas de todas as edições da festa em Berlim e das afiliadas ao redor do mundo, além de muita informação sobre música e outros assuntos ligados à cena eletrônica. Esse ano o verão europeu vai ficar mais silencioso.
Os seguidores da parada não poderão acdompanhar os Trucks de Fat Boy Slim, Benni Benasi, Fisherspooner, Miss Kitten e Felix Da Housecat, Pete Tong, Paul Van Dyk, Dr. Motte, Roger Sanschez, Tom Novy, Marky (olha o Brasil aí), Moby, Paul Oakenfold, Ulric, Da Hool, Westban e da diva disco Donna Summer (sim, ela mesma), que estava cotada para uma aparição no carro do club alemão The Void.
Essa era uma parte do Line Up previsto para a festa. Este ano o parque Tiergaten vai sentir falta dos ravers. Acabou mesmo e só quem viu a Love Parade de perto sabe como isso é uma pena! Resta agora ouvir o mega-hit e hino da festa "Meet Her At The Love Parade", do DJ alemão Da Hool.
Escrito por Nivaldo às 19h44
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Na Garupa de Che Guevara

Cena de "Diários de Motocicleta": Não é brasileiro
Ontem fiz meu programa preferido; Fui ao cinema. Entre tantos filmes em cartaz, fiquei na dúvida na hora de escolher qual assistir. Há bons filmes em cartaz e é bom sair de casa já decidido, pra não ficar feito bobo na porta do multiplex, em dúvida. Foi assím que me senti ontem. Por fim decidi entrar na sala que exibia "Diários de Motocicleta", o filme dirigido por Walter Salles e que todos pensam ser brasileiro, mas não é!
Antes de entrar nesse mérito, um pouco sobreo filme; Todo mundo já sabe que "Diários..." conta a história de uma viagem feita por Ernesto Guevara de la Serna (sim, ele aínda não era Che) vivido por Gael Garcia Bernal e seu amigo Alberto Granado, na pele do ator Rodrigo de la Serna, em 1952, quando Guevara aínda tinha 23 anos e era estudante de medicina. Quem procurar o Ernesto revolucionário que estampa camisetas de rebeldes adolecentes (argh!!!) neste filme, vai se decepcionar.

O filme é baseado nos diários de viagem escritos pelos dois. "De Moto pela América do Sul", de Guevara e "Con el Che por Sudamerica" de Granado. Também não se trata de um roteirão turístico. Pelo contrário. As paisagens são perturbadoras, com exceção de uma magnífica passagem por Machu Pichu, no Perú. Mas o diretor, com muita sutileza, revela ao espectador as paisagens humanas e geográficas da América do Sul, que se descortinam aos olhos dos dois jovens argentinos urbanos de classe média. A viagem aconteceu no início dos anos 50, mas dá pra perceber, que de lá até aqui, pouco ou quase nada mudou do lado de baixo do Equador.
Na garupa de sua Norton 1939 (esse é omodelo da moto), carinhosamente apelidada de La Poderosa, os dois se colocam, a princípio, como aventureiros que mergulham nesse mundo estranho. Mas uma previsível quebra da moto, no Chile, coloca-os num corpo a corpo mais consistente, provocador de mudanças e, a cada dia, mais irresistível na sensibilidade de cada um. Um dos momentos mais significativos desta etapa do filme, é um encontro com um casal de mineradores, à procura de trabalho. Na conversa, ao pé de uma fogueira, na solidão fria e lunar do deserto de Atacama, é que Ernesto e Alberto dividem, mais incisivamente suas vivências e descobrem de perto as injustiças deste mundo, em que agora são também coadjuvantes. Não conto mais, pra não estragar o prazer de descobrir o que se passa nesse belo filme.
Mas agora entro na questão, que me fez escrever sobre "Diários..." neste post. Está todo mundo achando que o filme vai sair de Cannes ovacionado pela crítica, com Palma de Ouro, aplaudido de pé ao fim da exibição e essas coisas de festivais. E vai mesmo! Há uma enorme torcida pelo filme, porque todo mundo acha que se trata de uma obra brasileira. Pois bem, não se engane. "Diários de Motocicleta" é uma co-produção americana e inglesa da South Fork (produtora de Robert Redford), Buena Vista International e Film Four (o braço cinematográfico da TV inglesa Chanel Four). O roteiro foi escrito por um argentino e o filme é todo falado em espanhol. A direção, claro, é de um brasileiro e, temos todo o direito do mundo de torcer por ele e ficarmos felizes se (merecidamente, aliás) seu trabalho for reconhecido. Mas, se "Diários..." for um filme brasileiro, "Tróia" é alemão...

Agora, no dia que um filme como "Diários de Motocicleta" for realmente brasileiro, o que é possível mas, pelo andar da "carroça", não imediatamente provável, vou ser um dos primeiros a puxar a torcida.
Ah, pra encerrar o papo, um pouco mais de "Diários..." Chama a atenção a sequência da cerimônia da coca, compartilhada entre indígenas peruanos e os atores. Serve pra injetar no filme o sangue vivo da América Latina hoje, que, como já disse, não mudou muito de 1952 pra cá, especialmente na desigualdade e na pobreza que calaram tão fundo no coração do jovem que mais tarde escolheria tornar-se o Che.
E viva La Revolucion!!!
Escrito por Nivaldo às 13h46
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Sticks Erotic Art

A Arte Erótica do artísta gráfico Inglês Edward Martin. São iguiais àqueles bonequinhos que agente desenhava na escola.

Este aí ao lado foi batizado de "Masturbation Stick".

Mais explícito, impossível. Obra sem nome.

Esse aí ao lado é o famoso 69...
Quem nunca balançou um carro assím, que atire a primeira pedra.
"Threesome", também conhecido por "Ménage a Trois".

Não... esse aí não é o Pac Man. A obra chama-se "Tit Suckking".
Sem ofensa heim pessoal. Isso é apenas arte gráfica erótica. Espero não ser banido do UOL depois deste post.
Escrito por Nivaldo às 10h42
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Oba...Miss Kittin está de volta...

Caroline Herve: a.k.a. Miss Kittin
Se você não conhece a mocinha da foto que ilustra este post, cabe aqui uma pergunta: Por onde você andou nesses últimos anos?
Caroline Herve, mais conhecida por Miss Kittin, bombou as pistas de todo o mundo com seu mega-electro-hit "Frank Sinatra". Ah, agora você deve ter ligado a música à criatura, não? Pois bem, ela acaba de lançar mais um disco, que promete tanto sucesso quanto os anteriores.
Mas antes de falar sobre o disco em si, vamos à uma pequena biografia da moça, para que todos fiquem mais íntimos.
Nascida em Grenoble, nos Alpes franceses, em 73, Miss Kittin estudou arte contemporânea e diversos estilos musicais como clássico, jazz, disco e britpop, mas foi na música eletrônica, que ela encontrou terreno para suas experimentações vocais e para sua ascendente carreira como DJ.
Foi frequentadora assídua das raves francesas do início dos anos 90 e estreou nas picapes oficialmente em 94, quando ingressou no casting de DJs da agência Tekmics Booking Agency, tocando nas famosas festas francesas Dragon Ball.
A estréia como vocalista aconteceu nos hit "Frank Sinatra" (98) e no remake de "Sweet Dreams" (99), ambas em parceria com o DJ e produtor The Hacker. Mas foi com Felix da Housecat que Miss Kittin emplacou seu primeiro hit no mainstream, a falada "Madame Hollywood", produzida durante uma turnê do DJ e produtor pela Suíça.
 Agora que todos já conhecem um pouco mais a história musical desse ícone do electro, vamos ao I.Com. Esse é o título do novo CD, que de cara faz um trocadilho com a palavra Icon (ícone) em inglês. Kittin é considerada a rainha dos trocadilhos e fez isso na cena electro como ninguém... e continua fazendo. A foto ao lado é da capa do CD.
Dessa vez ela vem disposta a destruir a imagem de diva do electro, criada em torno de seu nome, por conta dos hits "Madame Hollywood" e "Frank sinatra".
Segundo publicou o jornal britânico New Musical Express, em 12 faixas, Kittin mostra que não é apenas uma vocalista debochada e irônica por trás das marcantes bases do produtor francês The Hacker, seu parceiro em "First Album". E também desafia os que pensam que ela é somente uma talentosa DJ em sets de electro, techno e tech-house, como se vê no seu último lançamento "Radio Caroline".
O jornal descreve o álbum faixa a faixa e disponibiliza a maioria delas para ouvir. O NME informa que o "I.Com" abre com guitarras distorcidas, bem ao estilo da faixa "The Game Is Not Over", que ela gravou com o produtor alemão e seu namorado T. Raumschmiere. A primeira música chama-se "Professional Distortion" e começa com uma conversinha electropunk de estúdio. Pelo que eu ouvi no site do jornal é algo assím: "It's so stuppid. Before I start anything, I have to say I'm undercover and I want to interfere anywhere. Okay? It's between you and me". Diz ela ao produtor.
Daí pra frente começa a festa. "Show me your tits and let's make a hit", é a frase pronunciada na abertura de "Requiem for a Hit", uma faixa bem funky e que promete ser o carro-chefe do disco. Termina assím: "I'd be that bitch for the hit"... hahahahaha
Não vou contar mais, pra não estragar sua surpresa, quando ouvir o CD pela primeira vez. Vale só lembrar, que Kittin continua seus trocadilhos ao longo do disco e outra faixa que vai grudar nos nossos ouvidos é "Meet Sue Be She"... sacou o que é? Isso mesmo, a marca japonesa Mitsubishi. Kittin disse que a música foi composta para homenagear sua produtora, Sue, mas vai ser impossível não cantar o refrão chiclete..."Meet Sue Be She/BMW/One-Two-Three/Meet Sue Be She/BMW/X-Y-Z..." E aí, vai ficar parado? Se jogue. O CD chega ao país no começo de junho, mas logo logo deve estar ripado no Soul Seek ou no Kazaa.
Ah, no site da Érika Palomino, tem link para ouvir algumas músicas, também linkadas logo abaixo.
Professional Distortion
Requiem For a Hit
3emesexe
Bon Voyage!!!
Escrito por Nivaldo às 20h56
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"Ah, que tédio..."

Genial essa foto, não? Está na edição desta semana da revista Veja, que chegou às bancas nesse domingo e ilustra uma matéria sobre a sucessão de erros que levou o presidente Lula a cometer a maior trapalhada de seu mandato, até agora. Vale a pena a leitura. A revista não publicou o nome do fotógrafo, mas informa que é da agência Associated Press.
Ah, e a foto merece uma reflexão: Será que se no lugar de água fosse uísque ou cachaça, Lula estaria tão entediado? Às vezes, uma foto diz mais que milhares de palavras...
Escrito por Nivaldo às 14h49
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